Artigos

Ecumenismo na Vida Cristã

por Gabriel Victor - Estudante

O Ecumenismo religioso é abordado em vários documentos importantes da Igreja, tais como o Catecismo da Igreja Católica, nos parágrafos 816, 817, 818, 819-22, 1271 e 1636, no Diretório de Comunicação da Igreja do Brasil nos parágrafos 31, 32 e 33, no documento Unitatis Redintegratio (UR), do Concílio Vaticano II e no livro da CNBB Sou Católico, Vivo minha Fé na página 162.

Defendida também por grandes conhecedores da Igreja, tais como o professor Felipe Aquino em sua matéria “Você já ouviu falar de Taizé?” e Henrique Sebastião em “O Verdadeiro Ecumenismo”. Também o próprio Papa Francisco o apoia como diz em seu vídeo “Diálogo Inter-religioso“, e a Igreja do Brasil, representada pela CNBB com a Campanha da Fraternidade Ecumênica, além de vários exemplos mostrados ao longo do tempo.

A comunidade ecumênica mais procurado até hoje é o da Comunidade de Taizé (Têzê), na França. Fundada pelo Irmão Roger Schutz (protestante) e seus companheiros, a comunidade de Taizé procura propiciar a reconciliação entre os cristãos divididos. A comunidade é visitada anualmente por milhares de pessoas (em especial jovens) de várias partes do mundo e várias religiões que procuram viver a contemplação e o diálogo com quem pensa diferente, levando tal comunidade a ter várias sedes pelo mundo, inclusive uma no Brasil, em Vitória – ES.

De modo semelhante, o ecumenismo deve ser implantado em nossa comunidade com mais vigor e rapidez. Devemos propor mais diálogos em praças, escolas, e também nas próprias igrejas para tratar das religiões de forma saudável, para tirar dúvidas frequentes, dúvidas que são causa de muitas das descriminações feitas aos “irmãos separados”. Promover a unidade nas igrejas é essencial, mas podemos começar em casa. Como?

  •  Mudando as próprias atitudes, passando a respeitar quem age diferente, quem pensa diferente.
  •  Ensinando às famílias a não falarem mal e nem discriminarem uma pessoa por sua religião, não só por ser crime (Lei nº 9.459), mas, por ferir a pessoa que está sendo atingida.
  • Promovendo o diálogo entre pessoas que não se falam por motivos religiosos.
  • Promovendo encontros ecumênicos entre igrejas para uma discussão sadia e para a unidade.
  • E o principal: Orando pelo irmão de outra denominação cristã, não para a sua conversão, mas, para a sua santificação.

“Quase todos, porém, embora diversamente, desejam uma Igreja de Deus, Una e visível, que seja verdadeiramente Universal e enviada ao mundo inteiro, afim que o mundo se converta ao Evangelho e assim seja salvo para a Glória de Deus” (Unitatis Redintegratio 1).

Gabriel Victor

Estudante

Membro da Pastoral da Comunicação

Compartilhe: